Liberdade
“De que maneira pode o Homem gozar
de uma Liberdade absoluta?”.
Só existe uma maneira em que o
Homem pode exercer e viver em uma absoluta liberdade: É pelo PENSAMENTO. É
por ele que conseguimos atingi-la sem qualquer limitação. Podemos impedir a
manifestação da liberdade, mas no pensamento não há nenhuma condição de
aniquilar tal sentimento. Existe aquela outra liberdade, a de fazer o que
quiser e bem entender. É um engano entre nós. Desde que haja dois Homens
juntos, há direitos a respeitar e conseqüentemente não terão eles liberdade
absoluta. E qual a condição em que o homem gozaria de liberdade absoluta? Aí
temos a reposta: No DESERTO. Como cada qual procura sua liberdade particular é
quase certo encontrarmos na sua origem, falsas noções de liberdade as quais
conduzem a um mau uso do Livre arbítrio. Quando as conseqüências desse mau uso
nos chegam às mãos, elas se transformam em sofrimentos que não acreditamos
merecer. Sofre-se não só pela falta de
liberdade, mas também pelas idéias errôneas que temos acerca dela. Normalmente
não damos valor à questão. Sempre nos esquecemos que se é pelo pensamento que
obtemos a nossa liberdade é também por ele que construímos a nossa prisão. Os
preconceitos, os dogmas religiosos, enfim as idéias aceitas sem contestação.
Tudo isso é responsável por limitar nossas ações e construir um conceito
destorcido de liberdade. A liberdade sempre esteve e estará a nossa espera. Mas
ela exige que, para alcançá-la, estejamos preparados com coragem e bom ânimo,
para iniciar a tarefa nem sempre fácil da descoberta em nós mesmos, dos nossos
entraves. Façamos o uso correto da nossa
liberdade, exercendo os nossos direitos, porém, trilhando sempre nos degraus da decência
para atingirmos os nossos objetivos, sem pisar na cabeça de ninguém, pois, cedo
ou tarde, as conseqüências negativas pelo abuso do livre arbítrio virão, pois,
foi assim que sentenciou o Grande Rabino da Galileia:
“Cada um receberá, de acordo com as
suas obras”.
Quando em determinadas ocasiões,
que julgamos oportunas, buscamos de qualquer forma a concretização de sonhos ou
de posições privilegiadas tais como a satisfação do poder, alimentando
o nosso egoísmo e vaidade, é preciso buscar a simplicidade dos conceitos nobre
reunindo valores que a vida não consome. Isso não quer dizer que não devemos
usufruir o progresso material dos nossos dias; estes
podem ser obtidos através da
aquisição de valores estribados nos degraus da decência, que são autênticas
riquezas do Espírito.
É lógico que a liberdade que temos
o direito de usufruir, termina quando começa a do nosso semelhante que, como
nós, deve merecer a nossa respeito. Jamais devemos confundir liberdade com
libertinagem que é a devassidão e vida sem regras; que ultrapassa os limites da
razão levando à prática exagerada de atos que não coadunam com a conduta do Homem de bem e que trazem prejuízos muitas
vezes irreparáveis à vitima desse ato inacessível que tantas agruras podem
causar. O
mundo em que vivemos caracteriza-se pelo egoísmo, pelo jogo de interesses que
beneficiam pequenos grupos em detrimento do Bem Estar geral. Devemos agir com muita prudência e bom sendo a fim de não causarmos
sofrimentos aos outros, ultrapassando os limites da nossa liberdade porque as
Leis dos Homens podem falhar, mas a do G.’.A.’.D.’.U.’. está de olho e
nos premiará de acordo comas nossas ações. Somos livres para plantar e em se plantando, fatalmente
colheremos na mesma proporção; ou seja..... “A doçura da bebida ou o amargor
do sutil veneno”. A escolha é nossa.
WANDIR FABRI
Nenhum comentário:
Postar um comentário