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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

UAI- O Berço da Expressão Popular Mineira

Segundo o odontólogo Dr. Sílvio Carneiro e a professora Dorália Galesso, foi o presidente Juscelino Kubitschek que os incentivou a lhe pesquisar a origem. Depois de exaustiva busca nos anais da Arquidiocese de Diamantina e em antigos arquivos do Estado de Minas Gerais, Dorália encontrou a seguinte explicação, provavelmente confiável.

Os Inconfidentes Mineiros, patriotas, mas considerados subversivos pela Coroa Portuguesa, comunicavam-se através de senhas, para se protegerem da Polícia Lusitana. Como conspiravam em porões e sendo quase todos de origem maçônica, recebiam os Companheiros com as batidas clássicas da Maçonaria nas portas dos esconderijos.

Lá de dentro, perguntavam:

-    Quem é?.

Os de fora respondiam: 

-    UAI, as iniciais de União, Amor e Independência.

Somente utilizando esta senha é que a porta era aberta aos visitantes.
Conjurada a revolta, sobrou a senha, que acabou virando costume entre as gentes das Alterosas.

Os mineiros assumiram a simpática palavrinha e, a partir de então, a incorpora­ram ao vocabulário quotidiano, quase tão indispensável como tutu e trem.


Uai, sô ... 
Liberdade

“De que maneira pode o Homem gozar de uma Liberdade absoluta?”.

Só existe uma maneira em que o Homem pode exercer e viver em uma absoluta liberdade: É pelo PENSAMENTO. É por ele que conseguimos atingi-la sem qualquer limitação. Podemos impedir a manifestação da liberdade, mas no pensamento não há nenhuma condição de aniquilar tal sentimento. Existe aquela outra liberdade, a de fazer o que quiser e bem entender. É um engano entre nós. Desde que haja dois Homens juntos, há direitos a respeitar e conseqüentemente não terão eles liberdade absoluta. E qual a condição em que o homem gozaria de liberdade absoluta? Aí temos a reposta: No DESERTO. Como cada qual procura sua liberdade particular é quase certo encontrarmos na sua origem, falsas noções de liberdade as quais conduzem a um mau uso do Livre arbítrio. Quando as conseqüências desse mau uso nos chegam às mãos, elas se transformam em sofrimentos que não acreditamos merecer. Sofre-se não só pela falta de liberdade, mas também pelas idéias errôneas que temos acerca dela. Normalmente não damos valor à questão. Sempre nos esquecemos que se é pelo pensamento que obtemos a nossa liberdade é também por ele que construímos a nossa prisão. Os preconceitos, os dogmas religiosos, enfim as idéias aceitas sem contestação. Tudo isso é responsável por limitar nossas ações e construir um conceito destorcido de liberdade. A liberdade sempre esteve e estará a nossa espera. Mas ela exige que, para alcançá-la, estejamos preparados com coragem e bom ânimo, para iniciar a tarefa nem sempre fácil da descoberta em nós mesmos, dos nossos entraves. Façamos o uso correto da nossa liberdade, exercendo os nossos direitos, porém, trilhando sempre nos degraus da decência para atingirmos os nossos objetivos, sem pisar na cabeça de ninguém, pois, cedo ou tarde, as conseqüências negativas pelo abuso do livre arbítrio virão, pois, foi assim que sentenciou o Grande Rabino da Galileia:

“Cada um receberá, de acordo com as suas obras”.

Quando em determinadas ocasiões, que julgamos oportunas, buscamos de qualquer forma a concretização de sonhos ou de posições privilegiadas tais como a satisfação do poder, alimentando o nosso egoísmo e vaidade, é preciso buscar a simplicidade dos conceitos nobre reunindo valores que a vida não consome. Isso não quer dizer que não devemos usufruir o progresso material dos nossos dias; estes podem ser obtidos através da aquisição de valores estribados nos degraus da decência, que são autênticas riquezas do Espírito.

É lógico que a liberdade que temos o direito de usufruir, termina quando começa a do nosso semelhante que, como nós, deve merecer a nossa respeito. Jamais devemos confundir liberdade com libertinagem que é a devassidão e vida sem regras; que ultrapassa os limites da razão levando à prática exagerada de atos que não coadunam com a conduta  do Homem de bem e que trazem prejuízos muitas vezes irreparáveis à vitima desse ato inacessível que tantas agruras podem causar.  O mundo em que vivemos caracteriza-se pelo egoísmo, pelo jogo de interesses que beneficiam pequenos grupos em detrimento do Bem Estar geral. Devemos agir com muita  prudência e bom sendo a fim de não causarmos sofrimentos aos outros, ultrapassando os limites da nossa liberdade porque as Leis dos Homens podem falhar, mas a do G.’.A.’.D.’.U.’. está de olho e nos premiará de acordo comas nossas ações. Somos livres para plantar e em se plantando, fatalmente colheremos na mesma proporção; ou seja..... “A doçura da bebida ou o amargor do sutil veneno”.  A escolha é nossa.

WANDIR FABRI